sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Propaganda infantil na berlinda

Pressionado, Conar é mais rigoroso com propaganda infantil

O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) se tornou mais rigoroso na fiscalização de propagandas para crianças e adolescentes em resposta à pressão do governo federal e do Congresso, que estudam maneiras de restringir e até de proibir por completo anúncios dirigidos ao público infanto-juvenil.

O número de comerciais suspensos pelo Conar mais do que dobrou de 2007 para 2008 - de sete para 17. Nesse mesmo período, também cresceu a determinação para alterações no conteúdo das peças publicitárias, de oito para 14. E o ano de 2009 já começou com a suspensão, por liminar, de cinco propagandas para crianças.

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3 comentários:

Bc Guedes disse...

O problema é que a discussão fica só entre burocratas, muitos deles ligados ao mercado. Se houvesse consciência de que o consumismo e os valores que dele derivam - indivdualismo, narcisismo, egoísmo - são grandes responsáveis pelo mundo violento e desigual em que vivemos, teria-se consciência de que é na infância que o mercado começa a dominar as mentes por meio da propaganda. E é a partir da infância, portanto, que começa a se mudar a sociedade, fazendo-a mais crítica e humana e menos materialista. Não à propaganda para crianças!
Abraço.

Arismar disse...

De fato, ressaltando, o consumismo é o grande responsavel pelo mundo violento e desigual em que vivemos. As pessoas lutam a qualquer custo pra terem tudo o que desejam, é uma fabrica de "marionetes", manipulação. Se hoje ja temos adultos com carater e valores distorcidos, o que será então do futuro das nossas crianças? E o que nós temos feito? fazer o bem, ensiná-las a fazer o que é bom esse é o nosso legado.

MÍDIA CIDADÃ disse...

Bruno e Arismar,

Ótimas colocações. Realmente, a veiculação de propaganda infantil na mídia precisa ser discutida. A proibição pode ser uma medida drástica, mas necessária. Por isso, defendo um amplo debate que envolva pais, educadores, comunicadores e entidades ligadas ao assunto.

Um grande abraço

Michel