sábado, 9 de fevereiro de 2008

MassificaçãoXContextualização


A cobertura das prévias norte-americanas pela imprensa brasileira é exagerada e descontextualizada. Em casa, o telespectador deve se perguntar: Por que é tão importante saber sobre a escolha dos partidos Republicano e Democrata para a sucessão presidencial nos EUA? O Jornal Nacional, por exemplo, chega a dedicar até um bloco inteiro sobre o assunto, destacando a agenda diária de cada um dos postulantes à Casa Branca.
É natural que as eleições na maior potência econômica do mundo tenham um grande espaço em nossa mídia, mas o importante realmente é contextualizar o assunto, procurando responder à questões, como qual seria o melhor candidato para o Brasil e o Mundo? Assim, uma cobertura como essa não pode prescindir da opinião de especialistas em política internacional que analisem o processo eleitoral norte-americano sob a ótica brasileira.
Apostar numa cobertura massificada, como a mídia brasileira vem fazendo, só faz com que o público ignore o assunto, mudando de canal ou virando as páginas do jornal.

3 comentários:

Nádia Carla disse...

Concordo plenamente com a posição do Blog, pois se a cobertura fosse da eleição propriamente dita daria para aceitar, mas pensar que vamos ter um ano de cobertura - já que as eleições serão realizadas em novembro - é para mudar o canal mesmo!

Murilo Netto disse...

Não concordo totalmente. Claro que dedicar um bloco inteiro é exagero, mas todos estão cansados de saber que a grande mídia vai continuar denunciando só aquilo que lhe é conveniente. Cobertura, como o blog coloca, é apenas cobertura e, sinceramente, acho até que eles fazem bem. O assunto não é tão atrativo para a massa, mas a cobertura, na minha opinião, atende às expectativas de economistas e investidores. E democraticamente falando, não podemos excluir esses segmentos na realidade do país. Ou todo mundo se interessa pelos índices financeiros das bolsas ou o valor do dólar?
Um abraço!

Anônimo disse...

Na verdade, a mídia não quer dar a cara a tapa. É complicado falar sobre a economia mais poderosa do mundo, que possui no seu comando, um presidente ultra conservador e com baixíssima aprovação popular. Em tese teremos um democrata como novo presidente, que possuem um histórico de forte diplomacia e preocupação com as questões sociais, temas um tanto negligenciados pela gestão atual. Ninguém quer soltar fogos antes do momento final.