sexta-feira, 20 de junho de 2008

O óbvio da cobertura esportiva

Os esportes e, especialmente o futebol, mexem com as emoções do povo brasileiro, ocupando um grande espaço nos meios de comunicação. São programas diários, hotsites, jornais especializados, transmissões de partidas, entre outras atrações do segmento. No entanto, esse grande número de profissionais envolvidos não significa qualidade. Pelo contrário, uma das marcas da cobertura esportiva é a padronização e a falta de criatividade.

Não adianta trocar de canal, parece que todos os repórteres seguem a mesma cartilha. Perguntas cretinas do tipo "o que você espera da partida?" ou "por que o time perdeu?" são feitas exaustivamente. Além dessas obviedades, alguns jornalistas se comportam como verdadeiros torcedores. A análise tática dá lugar a comentários passionais. A isenção é totalmente esquecida. Um exemplo disso foi a cobertura sobre a final da Copa do Brasil em que toda a imprensa paulista afirmava veementemente que o Corinthians seria campeão, não levando em conta toda a campanha do Sport na competição.

Recentemente, o locutor Luciano do Valle, da Band, questionou a capacidade de seus colegas de emissora. Ele criticou profissionais que comentam sobre futebol sem possuírem diploma de jornalismo. Essa crise de credibilidade, levanta uma questão: Será que os jornalistas esportivos são os mais despreparados da mídia? Uma pesquisa do site Comunique-se com pessoas do ramo aponta que não. Veja os números:

Os jornalistas podem até não considerarem a editoria de esportes um reduto de mal preparados, mas é inegável a mediocridade de muitos profissionais. A cobertura esportiva precisa fugir do lugar-comum, tentando captar além do lance. Se não, pérolas como "o que você achou da vitória?" serão ditas novamente e o público não merece.

4 comentários:

Alberto disse...

A mídia esportiva está viciada no futebol, nos setoristas que ficam amigos dos treinadores e jogadores e no feijão com arroz. As pautas nunca mudam e, como dá audiência, continua desse jeito.

Legal o blog. Também aproveito para deixar o endereço do programa que produzo na Unesp, que também critica a mídia tradiconal, entre outras coisas: www.raizsocial.podomatic.com

Abraço

Nádia Carla disse...

Infelizmente esta mediocridade é vista em várias áreas do jornalismo. Quem nunca ouviu um repórter perguntar para uma mãe ou um pai que acabou de perder um filho de uma forma violenta: Como você se sente? ou mesmo aquelas reportagens sempre iguais sobre o Natal( Como não engordar nesta época do ano ) ou sobre o verão ( o que fazer para conquistar um corpo perfeito )!!!!

claudio disse...

A MIDIA SÓ ESTÁ VOLTADA PARA AUDIÊNCIA, NÃO SE IMPORTA COM A QUALIDADE.

Roberto disse...

não posso concordar totalmente com tal comentário, mesmo q ue tenha certa procedência, até pq vemos tais situaçõe em outros ramos do jornalismo além do que temos profissionais mal reparados em funçoes diversas. É importante também colocar que muitas vezes não há como inovar, até pq se tal fosse feito os programas deixaramm de ser vistos pq na verdade e o povo q nao quer qualidade e como todo meio capitalista temos qe agradar nossos clientes, pois, se queizessem o contrario ninguem ligava a tv aberta no domingo....certo?