quinta-feira, 21 de maio de 2009

Fobias e teses numa 'experiência' cinematográfica

Se o objetivo de Filmefobia é escandalizar o público, o longa do diretor Kiko Goifman decepciona. Nada surpreende, mesmo com sadismo, cenas escatológicas e nus frontais. Misturando ficção e realidade, o filme retrata os bastidores de um falso documentário sobre as mais diferentes fobias humanas, entre elas, o medo de avião, de cobras, de pombos e de palhaços.

Jean-Claude Bernardet atua como o diretor do documentário que procura captar a angústia no olhar de cada fóbico. Ele defende a idéia de que a única imagem verdadeira é a de um ser humano em contato com a sua própria fobia, sem máscaras, nem defesas. Bernardet, que parece estar ficando cego, tenta entender ao longo da história as origens desses traumas numa conversa com o psicanalista Ariel Bogochvol.

No elenco do filme participam fóbicos reais, atores e atores que possuem fobias. O grupo que trabalha com o Bernardet na produção desse simulacro de documentário é formado pelos próprios profissionais do longa, como os responsáveis pela trilha musical, roteiro e fotografia. Filmefobia ainda conta com a participação especial de Zé do Caixão.

Talvez o único mérito de Filmefobia seja a inovação no formato, o que dificulta até sua classificação em termos de gênero. Kiko Goifman, que também atua no filme encarando sua fobia por sangue, confunde propositalmente o público, com sua lente documental e instantes de ficção.

Existem filmes que mais lembram teses acadêmicas do que cinema, Filmefobia é um exemplo dessa linha conceitual. No entanto, o júri do Festival de Brasília aprovou o hibridismo da obra de Goifman, uma vez que o longa conquistou quatro prêmios ano passado, incluindo de melhor filme e de melhor ator para Jean-Claude Bernardet.

3 comentários:

vanderleia costa disse...

É bom que o documetário leve a público um tema tão pouco discutido ,mas de grande importância às pessoas que padecem do mal e a quem convive com o paciente.Mesmo o filme sendo uma ficção e ser considerado um experimento,a intenção é boa,pois leva a quem assiste a refletir e depois deste filme pode vir a ser feito um filme melhor.É com experiências que se encontra um rumo a seguir.

MÍDIA CIDADÃ disse...

Realmente, o filme vale à pena pela ousadia, mesmo com todas bizarrices.

festival Cel.U.Cine disse...

Olá equipe de Midia Cidadã,


Somos da Assessoria de imprensa do Festival Cel.U.Cine de micrometragem.

Gostaríamos de enviar à vocês nossa matéria sobre o andamento da 2ª etapa do festival.

Ficamos agradecidos retornando este email para nós.


Desde já, nosso muito obrigado.


Festival Cel.U.Cine | http://celucine.com.br