terça-feira, 12 de agosto de 2008

Órfãos de heróis


Nos Jogos Olímpicos, a linha que separa a glória da decepção é tênue. A demasiada expectativa gerada em torno de um atleta pode resultar num grande sentimento de frustração geral. No caso da delegação brasileira, a pressão em busca de um herói nacional faz a mídia supervalorizar alguns nomes, como os de Diego Hypólito e Jade Barbosa.

O país está longe de ser uma potência olímpica. Para se ter uma idéia, as marcas alcançadas pelos brasileiros no Pan do Rio são irrelevantes no cenário mundial. Em algumas modalidades, a conquista da vaga já pode ser considerado um grande feito. Sem glamour e nem incentivo, muitos atletas do Brasil chegam aos Jogos apenas para cumprir tabela.

Uma geração de atletas só é formada quando o esporte é atrelado à educação, da pré-escola à universidade. Enquanto essa transformação não acontece, nenhum resultado pode ser exigido, ao contrário, toda participação brasileira em Pequim deve ser comemorada como uma medalha de ouro.

Um comentário:

Nádia Carla disse...

Este ano foi o de maior investimento nos atletas, segundo o governo federal. Porém, este dinheiro é enviado para as federações.
Perguntas: será que este valor chega aos atletas? As federações têm que prestar contas? Elas investem na base, na infra-estrutura?