quarta-feira, 22 de abril de 2009

Uma ambiguidade calculada

Manchete do jornal Folha de S.Paulo da última segunda(20/04)
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Comunicar com clareza é um dos objetivos da imprensa, ou, pelo menos, deveria ser. A exatidão evita ambiguidades e consequentemente diferentes interpretações de uma determinada informação. A manchete acima é um exemplo clássico de como não ser claro. Ao utilizar a palavra "pessoal" para se referir à folha de pagamento dos servidores, o editor faz uma opção pelo contraditório. Muitos leitores que leram somente a manchete acreditarão que o presidente gastou o dinheiro economizado dos juros com despesas particulares. Ninguém é ingênuo de imaginar que esse processo de construção da capa é exclusivamente estilístico. As palavras são cuidadosamente escolhidas de acordo com o impacto que se pretende causar. Por isso, fica a pergunta: A quem interessa a conotação negativa dessa manchete?

4 comentários:

ygor disse...

q pessima manchete, eu demorei pra entender o q o autor quis dizer :S

MÍDIA CIDADÃ disse...

Ygor,

Esse é o tipo de jornalismo praticado pela FSP, que mais confunde do que explica. Infelizmente, a maioria dos leitores não consegue perceber esse tipo de manipulação. Assim acaba-se se construindo uma opinião baseada numa informação propositalmente confusa.

Cristiano disse...

Michel,

Pude observar que você errou a sigla. Trocou o D pelo S
:p

:D

MÍDIA CIDADÃ disse...

Cristiano,

Gostei do trocadilho, apesar de ter demorado para entender.