quinta-feira, 2 de abril de 2009

Por um jornalismo de qualidade e responsável

Em poucos dias, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgará o recurso extraordinário (RE) 511961 que regulamenta a profissão de jornalista, decidindo sobre a obrigatoriedade ou não do diploma de Jornalismo para o seu exercício.

Defender essa bandeira não significa cooperativismo, manutenção de privilégios, nem atentado à liberdade de expressão. Na verdade, o fortalecimento da categoria contribui para melhorar a qualidade da informação veiculada nos meios de comunicação.

O que deveria ser discutido no momento é a reformulação da grade curricular dos cursos de jornalismo com a inserção de novas disciplinas. As universidades precisam formar profissionais sintonizados com as novas tecnologias, mas sem abrir mão da formação teórica, prática e ética .

Os contrários à obrigatoriedade do diploma querem a precarização do jornalismo. É inaceitável ver ex-BBBs, atores, atletas ou outros profissionais trabalhando como jornalistas sem a formação adequada. O direito à comunicação passa pela questão da responsabilidade. Por isso, nem todo mundo pode assinar uma matéria de interesse público.

2 comentários:

Carlos Gustavo Yoda disse...

salve, michel.. parabéns pelo blogue. tenho acompanhado e você tem pautado questões fundamentais..

para jogar lenha na fogueira, tenho que discordar com a afirmação de que quem é contra o diploma é a favor da precarização do jornalismo. o corporativismo é cruel e a nossa profissão se transforma. nossa, porque mesmo não sendo jornalista com diploma sou jornalista por opção. o jornalista talvez tenha que se transformar em alguma coisa não muito diferente, e o jeito de viver da profissão deve exigir novos caminhos. mas o jornalismo (técnica de reflexão, de contar histórias, sobre os conflitos da sociedade) tende apenas a ser apropriado por mais pessoas. isso significa diálogo e diversidade..

e concordo que o mais importante no debate é a reformulação das escolas de comunicação. você diz que "o que deveria ser discutido no momento é a reformulação da grade curricular dos cursos de jornalismo com a inserção de novas disciplinas". e está. o mec está com consulta pública aberta: http://yoda.jor.br/diretrizes-curriculares-e-caminhos-do-jornalsmo/

e onde está a fenaj debatendo com os profissionais e com a academia isso? e onde estão os profissionais, pois não estão nos sindicatos? e quando é que o sindicato dos jornalistas vai me aceitar como sindicalizado?

grande abraço, yoda..

MÍDIA CIDADÃ disse...

Salve Yoda,

Concordo com vc no que se refere à omissão da FENAJ e outras entidades em algumas questões que norteiam a nossa profissão. Já quanto ao diploma, defendo a sua obrigatoriedade, não pelo que ele significa em si, mas por assegurar que aquele profissional teve uma formação, ou pelo menos deveria, técnica, reflexiva e ética. Muitos figurões da imprensa se intitulam formadores de opinião, mesmo sem terem tido essa base, tão fundamental para quem trabalha com comunicação.

Um abração e continue na luta.

Michel