quinta-feira, 3 de abril de 2008

FAVELA, MÚSICA E ROMANCE...

Maré, Nossa História de Amor, da diretora Lúcia Murat, estréia amanhã (04/04) nos cinemas. Fiquei curioso para assisti-lo porque o filme promete ser um musical, tendo a favela como cenário. Ultimamente foram produzidos vários longas retratando comunidades marginalizadas, mas a cultura sempre ficou relegada. Parece que em Maré, Nossa História de Amor, a violência serve de pano de fundo para um romance inspirado na história de Romeu e Julieta de Shakespeare. A conferir.
Que tal assistir um filme nacional nesse final de semana? Ah, segundo o site de divulgação do filme,
Maré, Nossa História de Amor estará em cartaz no Espaço Unibanco (Miramar) e no Cinemark (Praiamar).

Confira o trailer:
http://br.youtube.com/watch?v=S4R8bM4MHaA

quarta-feira, 2 de abril de 2008

O povo na telinha

OUTRO OLHAR: O JORNALISMO FEITO PELO CIDADÃO

O OUTRO OLHAR é o espaço da sociedade no telejornal Repórter Brasil. Se você produz conteúdo informativo, como reportagens, entrevistas ou imagens que mostram a sua realidade, faça contato com nossa produção e envie seu vídeo.

Mostre as histórias da sua redondeza, os assuntos que mexem com a sua vida. Participe da TV Brasil com a sua visão dos fatos sobre os mais variados temas. Por exemplo: uma reportagem sobre o desemprego na sua cidade, sobre a educação na escola do seu filho ou uma imagem sobre a saúde no posto de seu bairro.

No link Os Vídeos, você pode ver as reportagens de colaboradores de diferentes partes do país já exibidas no Repórter Brasil.

Como participar:

1 - Com vídeos de até 5 minutos (a duração máxima de exibição no telejornal é de 3 minutos);
2 - Informações necessárias: título, sinopse básica, formato suporte, duração, ano da produção, nome dos realizadores;
3 - Endereço para envio: OUTRO OLHAR/TV Brasil EBC - Empresa Brasil de Comunicação - SCRN 702/03 - Bloco B - nºs 16 e 18 - Ed. RADIOBRÁS - Brasília - DF - CEP 70.720-620
4 – Por correio, envie: Fitas Mini DV, DVCAM, BetaCAM ou DVD (gravado em dados);
5 - Produções em formato digital (inclusive de Celulares e Máquinas Fotográficas Digitais) também podem ser enviadas diretamente via FTP (internet banda larga) – neste caso, entrar em contato para receber as instruções;
6- É necessário que sejam enviadas também duas cópias de um Termo de Cessão de Direitos Autorais assinado pelo realizador ou por um representante da instituição produtora. O termo está em www.tvbrasil.org.br/reporterbrasil ;
7 - Uma equipe fará a análise e seleção do material recebido, que poderá ser utilizado, ou não, nos telejornais. Vamos avaliar se a reportagem dá voz a todos os lados envolvidos, se precisa de auxílio da redação da TV Brasil para ouvir alguma parte, se o texto é de fácil compreensão para todos os telespectadores.

Contatos: outroolhar@tvbrasil.org.br

Fonte: TV Brasil

Essa iniciativa é uma ótima oportunidade da sociedade participar efetivamente da programação da TV Brasil, mesmo que ela ainda não esteja disponível para todo o país pela TV aberta. Seria interessante que os mais longínquos lugares do Brasil participassem do projeto, enviando vídeos que retratem a verdadeira cara do povo brasileiro, que não está na novela das oito, nem no Jornal Nacional.

terça-feira, 25 de março de 2008

Mídia influencia Legislativo

Uma pesquisa da agência FSB Comunicações revela que mais da metade (62%) dos deputados federais entrevistados (246) deu nota acima de cinco, numa escala de 0 a 10, para a influência que a mídia tem em suas decisões e votos. O estudo “Deputados Federais, Mídia e Conjuntura Política”, realizado entre 04 e 19/12/07, utilizou uma amostra representativa de 48% dos parlamentares da Casa.

A pesquisa aponta ainda que o meio jornal é o mais utilizado pelos deputados federais. Mais de noventa e seis por cento (96,3%) deles lêem jornal todos os dias. O preferido é a Folha de S.Paulo (84,7%), seguido de O Globo (48,6%), Estadão (32,9%) e Correio Braziliense (32,1%).

As revistas estão na consulta diária de 87,8% dos parlamentares. Veja é a mais lida, com 78%, seguida da IstoÉ (52,8%), Época (40,2%) e CartaCapital (25,2%).

Telejornais estão na preferência de 62,2% dos parlamentares, diariamente. Os mais assistidos são: Jornal Nacional (60,6%), seguido do Jornal da Globo (39,4%), Jornal da Record (29,3%) e Jornal das Dez, do SBT (27,2%).

Sites e blogs são consultados todos os dias por 47,2% dos deputados federais, com a maior audiência para o Blog do Noblat (24,4%), seguido do UOL (22,4%), Portal Terra (9,8%) e Josias de Souza (9,3%).

O meio rádio está equiparado com a Internet, com 47,2% da audiência diária dos parlamentares. A CBN está na frente (63,8%), seguida da Band News FM (20,3%), Câmara (15,4%) e Jovem Pan (8,9%).

Fonte: Site Comunique-se

Para refletir: Essa influência que a mídia exerce sobre o Legislativo é positiva? Nem sempre. Às vezes, a "grande" imprensa privilegia determinados grupos, não correspondendo necessariamente aos interesses da sociedade.
A agenda do Congresso não pode ser definida pela mídia. O parlamentar precisa estar sensível à opinião pública, mas isso não quer dizer que sua atuação deva ser pautada pelo que é veiculado pelos meios de comunicação.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Você já imaginou um dia sem comunicação?






Acima, alunos da Oficina de Mídia Cidadã do Núcleo Parque das Bandeiras que aceitaram o desafio de imaginar um dia sem comunicação. Eles citaram o caos como principal conseqüência dessa situação, mas também lembraram que as relações humanas, atualmente tão condicionadas pelos meios de comunicação, poderiam ser estreitadas. Parabéns a todos pelo trabalho em grupo e a reflexão sobre o tema.

Michel Carvalho
Coordenador da Oficina Mídia Cidadã

quarta-feira, 12 de março de 2008

A serviço do conservadorismo

Muita gente pode até negar, mas a novela das oito (que na realidade é a das nove) pauta a vida cotidiana brasileira. Por isso, é preocupante algumas mensagens veiculadas no programa de maior audiência do país. No episódio da novela Duas Caras da útima terça, dia 11, a personagem Gislaine, uma estudante negra, interpretada pela atriz Juliana Alves, aparece lendo o livro Não somos racistas, numa ação aparentemente de merchandising.

O livro é de autoria do diretor executivo de jornalismo da Rede Globo, Ali Kamel, um conhecido desafeto do movimento negro. Não somos racistas critica o sistema de cotas para afrodescendentes em universidades públicas, afirmando que essa política divide o Brasil em dois grupos. Coincidência ou não, na mesma novela, o personagem Rudolf Stenzel (Diogo Almeida), também negro, é o rebelde sem causa, um líder estudantil que só promove desordem na universidade e oculta sua verdadeira condição social.

Sutilmente, a novela lança um olhar reacionário sobre a questão do negro no Brasil, deslegitimando suas reivindicações. Aí está o perigo, uma vez que a TV tem o poder de criar consensos na sociedade. Ao retratar uma negra resignada com o racismo e um negro engajado, mas hipócrita, Duas Caras serve de amplificador para a tese da democracia racial, onde as condições são iguais para todos.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Sobra espetáculo, falta informação...


O âncora do Brasil Urgente (Band), José Luiz Datena, afirmou em recente entrevista que está cansado de fazer jornalismo policialesco na TV. Porém, na contramão, estreou no último dia 3, o novo Aqui Agora (SBT). O telejornal fez muito sucesso na década de 90 com uma cobertura frenética das operações policiais, chegando a mostrar até um suícidio ao vivo.

Programas desse gênero tomavam conta dos finais de tarde da televisão brasileira há alguns anos atrás. Cidade Alerta (Rede Record) e Repórter Cidadão (Rede TV) travavam com Datena uma verdadeira guerra pela audiência.

Hoje, a Record vem apostando em telejornais mais populares, mas que em alguns momentos, lembram bastante os de caráter policial. Não é mera coincidência o fato de os apresentadores do programas SP no Ar e o Balanço Geral serem do mesmo perfil do Datena. Ambos gritam muito ao vivo.

Mas a fórmula parece que está se desgastando. O público não quer ver o caos urbano espetacularizado na TV. Em entrevista à jornalista Laura Mattos, o professor e pesquisador de propaganda e mídia da USP, Arlindo Figueira, comenta que há cada vez menos anunciantes dispostos a associar seus produtos a programas desse formato. Segundo ele, o clima de insegurança que eles geram não é favorável à mensagens publicitárias.

Mas, afinal, esse tipo de jornalismo é um mal necessário? Penso que não. A informação veiculada precisa ter sua função cidadã. Por isso, imagino que glamourizar a ação policial, destacando prisões e apreensões, não ajuda a sociedade a combater a violência.