Já faz algum tempo que venho me perguntando o que é Twitter? Não se fala em outra coisa. Parece que todos aderiram a essa nova tecnologia, de celebridades a políticos, de ativistas a empresas. Num primeiro momento, não vejo nada de tão revolucionário num microblog que permite enviar mensagens de até 140 caracteres, respondendo a pergunta: "O que está fazendo agora?".
O escritor Steve Johnson, um dos mais influentes pensadores do ciberespaço, comentou recentemente na revista Time que os internautas subverteram o objetivo inicial do Twitter. A ferramenta, que era utilizada basicamente por seguidores de bandas de música, é considerada hoje a mídia mais ágil e interativa do mundo.
O poder de mobilização do Twitter pode ser comprovado nos últimos dias. A busca por notícias ou pela confirmação da morte de Michael Jackson acabou congestionando o aplicativo. Dos tópicos (tags) mais usados na última quinta, seis faziam alusão ao astro da música internacional. Entre eles, “descanse em paz”, “pop” e “parada cardíaca”.
Outro exemplo do alcance do Twitter é o que está acontecendo no Irã. Em reação às denúncias de fraude eleitoral, os manifestantes contrários ao atual presidente Mahmoud Ahmadinejad estão organizando protestos utilizando a nova ferramenta. O governo iraniano tenta desarticular a oposição, controlando o acesso à web local. Dessa maneira, o Twitter se tornou uma grande arma para fugir da censura estatal.
Enquanto os meios tradicionais de comunicação, controlados pelo governo, pedem calma à população, manifestantes reclamam no Twitter do bloqueio de mensagens SMS pelas operadoras iranianas. Entre as mensagens encontradas estão informações como “o protesto das 17 horas está confirmado”.
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